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Cesariana ou Normal? Qual o melhor parto?

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), não tem erro: o melhor parto para as grávidas é o normal. O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Obstetrícia concordam – mas, aparentemente, não a maioria das gestantes.

Dados da Unicef mostram que, em 40 anos, o percentual de cesarianas no Brasil pulou de 15% para 57%. Só na rede pública, por exemplo, a cesariana responde por praticamente 40,2% dos partos.

Esse número, ainda considerado assustador pelas autoridades médicas, já foi maior. No ano anterior, por exemplo, o índice era de 55%.

Hoje, tanto o SUS quanto os planos de saúde procuram reduzir esse percentual. Mas afinal, qual o melhor tipo de parto? Por que o número de cesarianas preocupa tanto os administradores e os planos de saúde?


Brasil é vice-campeão do mundo em cesarianas


O Brasil é o vice campeão mundial em cesarianas – que aumentam nas regiões que têm melhores índices sociais. As estatísticas mostram que as mulheres preferem esse tipo de parto por vários motivos: conforto de controlar a data do nascimento, medo da dor ou medo da violência obstétrica, sem contar os casos de indicação médica.

A questão é que a cesariana, de qualquer forma, é uma cirurgia – e como tal traz vários riscos inerentes. Para a OMS, apesar da pequena redução nesse tipo de intervenção pela primeira vez desde 2010, o país ainda está longe do ideal de cesarianas, que é de 15%.

Ministério da Saúde e ANS lançam ações de incentivo ao parto normal

Para reduzir esses riscos para a mãe e para o bebê, o Ministério da Saúde implementou diversas ações. Entre elas estão a Rede Cegonha, os Centros de Parto Normal, a qualificação de maternidades de alto risco e maior presença de enfermeiras obstétricas durante o parto normal. Em março, foi anunciada a criação de um sistema de monitoramento online dos partos cesáreos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Por outro lado, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) também está fechando o cerco junto aos planos de saúde na campanha de incentivo ao parto normal. Em dezembro de 2017 a ANS lançou o Projeto Parto Adequado, destacando os riscos do parto agendado.

Na rede privada, algumas operadoras chegam a fazer até 99% por meio de cesariana. A taxa de parto cesáreo é um dos indicadores usados pela ANS para medir a qualidade dos planos de saúde.

O que você deve saber antes de escolher o tipo de parto

Para os especialistas, o parto humanizado oferece menos riscos para a mãe e o bebê. No entanto, nos anos 70, uma corrente ganhou força em todo o mundo, induzindo o pensamento atual de muitas mulheres: a de que o parto é uma coisa perigosa, extremamente dolorosa e que tem que ocorrer em ambiente hospitalar.

Dessa forma, o próprio parto passou de ser uma coisa (natural) das mulheres para ser dos médicos. Não é mais a mulher que pari, mas o médico que faz o parto. Hoje, também com o resgate do emponderamento feminino, essa situação começa a se modificar.

Conheça alguns fatos importantes

A cesariana pode ser a melhor opção quando o bebê está sentado (apresentação pélvica), quando está em posição anômala (apresentação gemelar), quando há desproporção céfalo-pélvica, descolamento da placenta ou placenta prévia total ocluindo a passagem;Mesmo optando pela cesariana, a mulher também pode entrar em trabalho de parto. Isso ocorre quando o bebê fica pronto para nascer antes da data marcada e não há passagem para o parto normal;Melhor pós-parto, já que no normal a recuperação é mais rápida. Na maioria dos casos a mulher pode se levantar logo para cuidar do bebê. Na cesariana, ela só deverá se levantar entre 6 e 12 horas após;A amamentação é mais fácil após o parto normal, já que o organismo está naturalmente preparado pelos hormônios para começar a produção de leite;A cesariana é uma cirurgia muto invasiva, que aumenta o risco de morte materna por sangramento, infecções ou reações negativas à anestesia;Geralmente, na cesariana, a data é marcada antecipadamente. Mas nem sempre o bebê está pronto para nascer, o que pode gerar complicações;Não é preciso sentir dor no parto normal. É possível tomar anestesia peridural, que evita as dores e não faz mal ao bebê;O parto normal fortalece o vínculo entre mãe e filho, já que ambos podem ficar juntos logo após o nascimento;Depois da cesariana, há mais riscos de aborto espontâneo nas próximas gestações.

Pré-natal é indispensável

Assim, seja qual for o tipo de parto, a realização de todo o pré-natal nas datas estipuladas é fundamental para a saúde da mãe e do bebê. Converse com seu médico do plano de saúde sobre suas dúvidas e não esconda nenhuma anomalia durante a gestação.

Para ter todo o procedimento coberto e garantir a cobertura do bebê nos primeiros 30 dias, faça plano com obstetrícia. Ele é o mais indicado para mulheres em idade fértil, mesmo que não pretendam engravidar.

(Fontes: Tua Saúde, The Greenest Post, Correio 24 Horas, ANS, Portal Ministério da Saúde, R7, Agência Brasil)

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